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O recurso de busca por vagas com IA do LinkedIn está sendo expandido para novos públicos.
A ferramenta — que permite encontrar oportunidades relevantes sem a necessidade de corresponder exatamente a palavras-chave no título ou na descrição da vaga — em breve estará disponível para todos os membros do LinkedIn que usam a plataforma em inglês, além de ser lançada em espanhol, francês, alemão e português. Atualmente, a busca por empregos com IA é usada diariamente por 1,3 milhão de pessoas, com mais de 25 milhões de pesquisas realizadas todas as semanas por meio do recurso. Dados iniciais também indicam que candidatos sem diploma universitário de quatro anos que utilizam a ferramenta têm 10% mais chances de serem contratados do que antes, segundo a empresa.
“Essa é uma mudança realmente significativa, porque nossa visão é gerar oportunidade econômica para todos os membros da força de trabalho global”, afirma Rohan Rajiv, diretor sênior de gestão de produtos e líder da área de busca por vagas do LinkedIn. “Sabemos que, no passado, se você era um cozinheiro de linha ou um chef de tacos, não era tão fácil encontrar essas vagas no LinkedIn.”
O recurso de busca com IA permite até que os usuários descrevam características gerais do trabalho desejado, como dizer “quero proteger os oceanos do mundo”, e encontrem anúncios relevantes, explica Rajiv. Isso é resultado do desenvolvimento cuidadoso e iterativo de um sistema baseado em grandes modelos de linguagem (LLMs), capaz de interpretar títulos de vagas, descrições e outros dados, entendendo as nuances de como os anúncios variam conforme localização e setor. Uma vaga pode mencionar “parcerias”, enquanto outra, para uma função semelhante, fala em “desenvolvimento de negócios”, por exemplo. A IA consegue apresentar ambas as oportunidades aos candidatos, sem que eles precisem buscar um termo específico.
“Em comparação com buscas tradicionais por palavras-chave, a experiência pareceu mais intuitiva e menos mecânica”, escreveu Anderson Cheng, que recentemente conseguiu um emprego na Los Angeles County Affordable Housing Solutions Agency por meio da ferramenta, em um e-mail à Fast Company. “A maior surpresa foi como o sistema destacou cargos que eu provavelmente teria ignorado apenas pelo título, mas que se mostraram uma ótima combinação quando analisei a descrição com mais atenção.”
Segundo Rajiv, a IA foi projetada para ser rápida — evitando longas esperas por resultados — além de precisa e internamente eficiente em termos de custo. Parte dos resultados é gerada com a avaliação de funcionários do LinkedIn usando um segundo sistema baseado em LLMs, que depois alimenta o modelo principal com exemplos adicionais nas áreas em que ele apresenta desempenho inferior. Usar IA para avaliar os resultados permite à empresa analisar uma amostra muito maior do que seria viável manualmente. “A mágica de construir esses produtos é conseguir avaliá-los em escala”, diz Rajiv.
A ampliação do acesso à busca com IA ocorre enquanto a plataforma, controlada pela Microsoft, continua a evoluir para além de um simples rolodex virtual ou mural de currículos — especialmente no período pós-pandemia. A receita do LinkedIn mais do que dobrou, passando de US$ 7 bilhões em 2020 para US$ 17 bilhões em 2025, segundo a empresa. Há muito tempo, a rede é usada por recrutadores para encontrar candidatos em potencial e avaliar perfis, o que torna manter uma presença ativa essencial em muitos setores. “Se você diz algo no seu currículo, eles podem olhar seu LinkedIn para ver se essas informações batem”, afirma Daniel Usera, professor clínico associado da Universidade do Texas em Arlington, que estuda o LinkedIn.
A busca por empregos também é uma parte central do que a plataforma oferece. O LinkedIn informa que, a cada minuto, quase 50 contratações são realizadas por meio da rede e mais de 11 mil candidaturas a vagas são enviadas.
Além disso, o LinkedIn é uma rede social, onde 17 mil novas conexões são formadas a cada minuto. Outro recurso recente com IA, conhecido como busca de pessoas com IA, ajuda os usuários a encontrar potenciais conexões usando critérios em linguagem natural, como “investidores com experiência na FDA para uma startup de biotecnologia” ou “ex-alunos da Northwestern que trabalham com marketing de entretenimento”, em vez de procurar apenas por nome e empresa. Nos últimos anos, a plataforma também passou a oferecer novas formas de expressão, incluindo vídeos curtos no estilo TikTok.
As postagens no LinkedIn às vezes são alvo de zombaria e paródias por seu excesso de entusiasmo corporativo e por lições de carreira constrangedoras extraídas de traumas pessoais. Ainda assim, o site se tornou um espaço genuinamente único para compartilhar atualizações profissionais — de promoções a anúncios de contratação — além de insights sobre diferentes áreas. “Existe uma certa noção de profissionalismo sobre como você deve postar e interagir”, diz Usera. “E os temas, em geral, são de natureza profissional.”
Mais de 1,9 milhão de atualizações no feed são visualizadas a cada minuto desde outubro de 2025, segundo a empresa, que também relata um aumento de 24% nos comentários em relação ao ano anterior. Usera afirma que suas pesquisas indicam que marcar outras pessoas em postagens — por exemplo, ao celebrar conquistas ou contribuições para o próprio trabalho — pode aumentar o engajamento. E, embora ainda não tenha estudado formalmente o fenômeno do “cringe” no LinkedIn, ele acredita que postagens constrangedoras muitas vezes surgem de tentativas de parecer modesto, com alusões indiretas a conquistas pessoais e analogias forçadas entre vida pessoal e profissional.
“Talvez a lição seja que você não precisa ser criativo o tempo todo”, diz. “Você pode simplesmente ser factual e confiar que sua rede vai te apoiar e ficar feliz por você.”
Com a expansão da busca por vagas com IA, a mesma lógica deve se aplicar às descrições de emprego. Embora historicamente a linguagem desses anúncios nem sempre tenha recebido muita atenção, oferecer detalhes claros sobre o que a vaga envolve ajuda a garantir que ela apareça nas buscas baseadas em IA, afirma Rajiv.
“Estamos nos afastando de um mundo focado em palavras-chave e caminhando para um cenário em que é preciso dizer as coisas como elas são”, conclui.
”Negócio desatualizado ele não está apenas perdendo dinheiro, mas está perdendo a chance de fazer a diferença ao mundo”
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